sábado, 31 de outubro de 2009

ENLOUQUECI, VÁ LÁ VAI ...

Não, ... não foi por amor a Sá & Guarabyra.

O amor deles só me faz bem!

Despiroquei.

E tudo começou por causa de um parafuso de quatro ou cinco centímetros que foi colocado na tampa da minha panela predileta.

Panela que gostava de utilizar para cozinhar arroz.

Não um arroz branco, com sal e alho, que costumamos rapidamente fazer.

Não.

Meu arroz não era monótono.

Bom, esse não é o Grande Reino dos Vegetais e dos Legumes mas não deixarei de falar do meu arroz e feijão.

Coisas dos mineiros.

Ralava uma cenoura.

Às vezes, até duas.

Jogava um alho bem cortadinho no azeite ou na manteiga junto à cenoura e ... virava, virava, virava, virava ... a cenoura até ficar previamente cozida e soltar o caldinho dourado.

Jogava o arroz e ... virava, virava, virava, virava ... o arroz, ... até absorver o caldo dourado da cenoura e ficar coloridinho.

Para um copo de arroz, duas de água bem quente ou fervendo.

Com a água do arroz quase seca, desligava a panela, tapava e na hora da refeição ... arroz fresquinho, soltinho, coloridinho ... huuuuum!

Todo dia preparava um arroz novo e usava diferentes cereais ou legumes (beterraba, ervilha, milho, couve-de-bruxelas ... ihhh! vários).

Arroz nada monótono!

E aí você pergunta: "o que é que esse arroz tem a ver com Sá & Guarabyra"?

Respondo: Tudo e vou contar o porque ...

Era uma adolescente.

Meu amigo, um poeta cearense, Moacyr Camilo, me ensinou a fazer arroz.

Aliás, digo que tudo o que aprendi na cozinha, à exceção do feijão, aprendi com o sexo oposto.

Os homens me ensinaram a arte culinária.

Moacyr, ao virar o arroz na panela me dizia que ficaria bem soltinho se "o fritasse por muito tempo".

Falando isso, virava, virava, virava ... virava o arroz na panela.

Jogava a água e "borbulhas na panela".

Achava isto muito interessante, "as borbulhas que a água vazia na panela".

Riamos muito neste momento crucial do arroz!

Passava meus finais-de-semana em casa de Moacyr, residência de seus pais e irmãos.

Uma família de quase vinte pessoas!

Falando e escutando a poesia de Elba Ramalho, Moraes Moreira, ... Sá, Rodrix & Guarabyra.

Os vinis do Moacyr. Iamos falando, falando, ... e o "MOA" trocando os discos na vitrola.

Escutei Dona, a primeira vez, ao seu lado, na voz de Sá & Guarabyra, ao vivo e em cores.

Tal qual para meu amigo Celso, também lhe escrevi uma poesia, de que gosto muito.

Para Celso, escrevi, Ternura.

Para Moacyr, escrevi Poeta.

Estão registradas no meu caderno de poesias que está em uma lavanderia em Mairiporã, SP, largado em algum canto, se é que sobreviveu ao tempo ou se não foi jogado na lata do lixo.

Não me recordo os números das páginas que registrei estas poesias.

E aí você vai me perguntar: "e o que é que o parafuso tem a ver com esta história? Porque você enlouqueceu, despirocou"?

Respondo: Venha ler a próxima mensagem que publicarei neste diário. Nela eu vou te contar o porque ...

E aí você vai insistir: "mas você não explicou muito bem esta relação arroz e Sá & Guarabyra"!

Respondo: Meu amigo casou, poeta que era, apreciador das canções dos meus dois amores. Formado em Letras. Conquistou alguém com a poesia e a arte culinária, ouvindo as canções do carioca e do baiano. vai ser homenageado em BH no próximo dia 10 de novembro e Guarabyra tá te esperando no restaurante dele em Ubatuba, SP.

Vá assistir a entrega do título de cidadão mineiro para . Enquanto estiver lá, saboreie um arroz e feijãozinho mineiro.

Depois vá para Ubatuba, restaurante do Guttemberg, e pede pro Guarabyra seguir a receita do meu arroz prá ver se fica igual...

Ah! Quem sabe ele responde minhas mensagens eletrônicas, concede a minha entrevista e me ensina a fazer um arroz mais boroso que o meu.

Ei!

Você vai dizer: "estou achando que Guarabyra contratou uma cozinheira nova e vai cantar no próximo capítulo da Aline".

Sabe a Aline?

Àquela ...?

Respondo: Aquela? ... a do "uuuh lá lá lá", "uuuh lá lá lá", "uuuh lá lá lá", "uuuh lá lá lá"?

Você diz: É!

Respondo: Tô querendo ver eles na Aline! Vou achar o João Máximo!

Bom ...

Dá licença mas agora eu vou subir nos meus patins imaginários, dar uma rodopiada e amanhã eu vou estar no diário da Rita Lee... quem sabe no do Roberto e seus amigos, no dos Titãs, .... ah! no do Noel Rosa...

Ah! A gente se encontra, olha ai no meu perfil e clica!

Byeeeeeeeee!

OS VENTOS DE MAIO

Que levaram Zé Rodrix ...
Inda tinha minha amada Flexinha comigo.
Estou aqui no mesmo local do dia que antecedeu a partida de Zé.
Hoje Flexa completa quinze anos de estrada comigo apesar da partida no último dia 19.
Estava assistindo alguns fatos em minha memória e me dei conta de que passei a fazer parte do ¨Eramos Quatro¨ ouvindo Sá, Rodrix e Guarabyra, Primeira Canção da Estrada.
Interessante redescobrir que vivi algumas canções de meus ídolos.
Tenho fatos tristes para contar.
Mas momentos de muito riso.
Estamos aqui, todos, na estrada.
Sob a maestria de Sá & Guarabyra esperando pelo ¨Amanhã¨.

PARABÉNS!!!


Hoje minha amada Flexinha, A Gaby Duff Lancer, completa quinze anos de história em minha vida.


Completará, ainda, muitos e muitos anos.


É verdade que ela partiu.
Mas, no fundo, somos imortais.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

MUITA FOTOGRAFIA EM OURO PRETO E MARIANA

Muito legal!

Dá uma olhada nisto.

Click here.

ACORDEI

... na parte em que colocaram a música da Rita Lee no episódio do programa de ontem da Aline.

Os personagens estavam nadando dentro de uma piscina.

Dá para repetir este episódio?

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

ÉRAMOS QUATRO ...

Oficialmente.

Um entra e sai constante de nossa grande casa na Vila Mariana em São Paulo.

Quantas festas!

Como sempre, de frente a um colégio estadual.

Perto, uma igreja na lateral.

Tempo feliz.

Tudo riso.

Cláudio, Elisabete, Toninha e Soninha.

Eis os moradores da Rua Dona Julia, 34.

Uma casa de esquina ...

Meio que um clube.

Meus companheiros, todos, passaram por Mariana e Ouro Preto, Minas Gerais!

Quantas histórias de Mariana.

De Scliar ...

O primeiro, um pintor.

A terceira, uma atriz.

A quarta, também artista plástica, gostava de colagens.

E eu?

Tranquei a faculdade ...

Coloquei os pés na estrada fazendo pesquisa de mercado.

No meu violão, dedilhava canções de 14 BIS, Roupa Nova, Flavio Venturini, Beto Guedes, Lô Borges, ... do povo mineiro que gosto tanto.

Aprendi a tocar.

De Sá, Rodrix & Guarabyra.

Aprendi a cantar.

Iniciei as primeiras pinceladas sob a batuta de Cláudio.

Me fez amar ainda mais o povo mineiro que eu já gostava.

Toninha partiu.

Soninha também.

Cláudio e Elisabete.

Continuamos dividindo nossas vidas.

Meus cães, B2 e Kelly Cristina.

B2, causa de olhares tortos.

Fez suas necessidades em uma das telas de Cláudio.

Aaaaa ...

Consegui uma bela casa para B2.

Kelly Cristina, doada, teve filhos!

Muitos!

Gostava de cenouras.

Cláudio, um carioca, partiu para França.

Carregamos algumas telas para mostra na Paulo Prado.

Em sua volta, começamos a nos despedir.

Dançamos Sting.

Óculos no rosto e de cabelos cortados, voltei para a escola.

Não queria.

Mas também me despedi.

Com meu blusão jeans que comprei em uma das minha viagens.

Com meus sapatos velhos, de Roupa Nova, canção que adorava cantar.

Com Sá & Guarabyra na minha lembrança.

Inda agora, escuto os pássaros ...

Recordando do famoso BIS do Dr. Pereira e Guttemberg Guarabyra.

Atentando que mesmo nos solos de Guttemberg, Luiz Carlos se fará presente.

Me faça o favor, Pássaros, Casaco Marrom, ...

É ...

O coração de Cláudio ainda pulsa!

Nossa história não tem como se apagar ...

Sá & Guarabyra ainda têm muita estrada prá cantar.

AINDA HÁ POUCO ...



... chamei a Flexinha em pensamento.

Quem tem um animal sabe que falamos com eles durante o tempo todo.

Minha Flexinha era muito linda.

Nos últimos tempos, durante as madrugadas, ela me acordava.

Parecia que queria me dizer alguma coisa.

A sensação que tenho é que está por perto.